Katy Perry fala sobre turnê, composições e vida pessoal ao Daily Record


Em recente entrevista ao Daily Record, Katy Perry contou um pouco mais sobre si mesma: Como está enfrentando os preparativos para a ‘The Prismatic World Tour’, sua relação com as roupas e figurinos, seus processos para compor uma canção e muito mais. Nossa equipe traduziu a entrevista completa. Confira:

Ela tem sido chamada de tudo. De ícone fashion corajosa até uma cópia de personagem de desenho animado ridiculamente exagerada, então é justo dizer que Katy Perry é famosa por seus trajes ousados, assim como suas músicas.
A cantora amável e de bem com a vida – que ganhou estrelato internacional em 2008 com I Kissed a Girl – abalou em qualquer figurino que se possa imaginar, fez da vizinha comportada à jogadora de futebol americano em um batom gigante passando até pelo biquíni de creme.
Para ela, entretanto, as roupas ousadas e excêntricas são mais do que apenas momentos passageiros – são como um guarda-roupa diário que traz de volta os incontáveis e incríveis momentos que ela desfrutou nesse furacão que foram seus, até agora, 6 anos de estrelato.
Ela nos contou:

“Eu consigo lembrar cada parte da minha carreira através das roupas. Na verdade, agora mesmo estou indo ao meu depósito que guarda todas as minhas roupas e fantasias de 2007 até 2011. Estou tendo muitos flashbacks e sentimentos de nostalgia. Estou, tipo, passando por eles e vendo o que eu vou dar, o que eu vou manter, ou se algumas dessas roupas guardam algum propósito ou uma forte lembrança. Eu tenho tido uns anos bem coloridos e com bastante trabalho, muita ansiedade, muitos objetivos, mudanças de perspectiva e realmente bastante diversão. Se não tivesse sido divertido, acho que eu não teria vindo até aqui.”

Claro que a extremamente amável Katy Perry vai muito além de um monte de roupas coloridas. A filha de pastores tornou-se uma das principais popstars lá atrás, no seu icônico primeiro hit, e continua no topo até hoje graças a uma sequência de álbuns bem sucedidos. Seu casamento condenado com Russell Brand apenas fez aumentar o amor do público por ela, inspirando uma virada mais sombria para suas composições.
Ela nunca temeu explorar sua turbulenta vida pessoal através de suas canções e admite que não consegue fazer diferente. Ela acredita que seus fãs se identificam com ela e com sua música por causa de sua honestidade.

“Pra mim é normal – Não conheço nenhuma outra maneira de escrever. Eu só sei escrever na minha voz e pelo que eu já passei. Minha jornada de vida é de onde eu desenho minha inspiração. Sério, eu sou uma estudante, uma observadora da vida, e é daí que eu pego a maioria das minhas ideias: Sendo observadora, sendo presente, assistindo e ouvindo (o que inclui meus próprios pensamentos também), e quando faço isso, eu pego pequenas pitadas de criatividade que fluem na minha mente. Eu acho que as pessoas se relacionam com a honestidade e vulnerabilidade que eu tento colocar nas músicas, mas algumas não são lá tão profundas – algumas são apenas pra sair, se arrumar, se maquiar. Há sempre uma variedade de músicas nos meus álbuns porque eu sinto uma variedade de emoções. Em um nível comercial, ‘Roar’ tem sido muito maior do que um dia eu pude sonhar, e disso tiro várias histórias incríveis. Em um nível mais para os ‘super-fãs’, eles realmente gostam de ‘By The Grace of God’. Pelo que ouvi, essa música faz com que eles não se sintam tão sozinhos em qualquer que seja a situação que estão enfrentando. Acho que a boa-vontade de dividir e ser aberta ajuda as pessoas a se sentirem seguras, não sozinhas.”

O último álbum de Katy Perry, PRISM, tem sido outro estrondo mundial, beirando quase 3 milhões de cópias nos três primeiros meses de lançamento. Com um toque dançante, tendo trabalhado com os produtores suecos mais badalados atualmente, foi uma surpresa para aqueles que esperavam um clima ‘pós-divórcio’ no álbum – que proporcionará grandes momentos na sua eminente turnê mundial. O álbum também é responsável por três dos seus maiores hits até agora: Roar, Unconditionally e Dark Horse.

E, felizmente para Katy, PRISM deu a chance de trabalhar com a superstar escocesa Emeli Sandé, em uma música chamada ‘It Takes Two’, que proporciona uma surpreendente perspectiva sobre o final de seu casamento. Katy explica:

“Eu estava trabalhando com um grupo de produtores chamado ‘Stargate’, com quem eu também trabalhei no último álbum em ‘Firework’. Nós estávamos conversando sobre diferentes artistas e sobre quem nós estávamos ‘amando’ no momento. Eles disseram que estavam em estúdio comigo e com Emeli Sandé naquela semana, e eu fiquei tipo – “Oh, meu Deus! Eu estava ouvindo o álbum dela recentemente!” – Minha música favorita é ‘Clown’, sou obcecada por ela e acho Emeli uma ótima compositora, maravilhosa. E eles disseram – “Nós deveríamos convidá-la e ver se ela topa escrever conosco”, e eu respondi – “Claro, dahhh”. Eu tive essa ideia inicial de escrever uma música sobre aceitar sua responsabilidade em uma relação que terminou. É um tipo diferente de composição, porque quando se escreve sobre relacionamentos, ou você está profundamente apaixonado, ou na fase do “f*da-se”, ou ainda naquela fase do “Eu estou muito bem sem você!”. Raramente se vê uma música em que há uma profundidade psicológica em assumir sua parte, então Emeli veio e ela entendeu completamente a ideia da música. Nós temos o mesmo tipo de perspectiva e eu admiro sua maneira de compor. Ela foi ótima, é uma ótima compositora. Estarei tocando ‘It Takes Two’ na turnê, o que é muito bom, e outras músicas novas, mas também as antigas.”

Katy está claramente entusiasmada com o fato de estar prestes a pegar a estrada para a gigante turnê. Ela inicia em Belfast na próxima quarta-feira, com uma parada no ‘SSE Hydro’ em 17 de maio.

“Essa turnê é outro grande desafio para mim. Eu gosto de sempre continuar desafiando a mim mesma e elevar o objetivo. Agora estamos no meio dos ensaios e eu estou bem orgulhosa. Temos ensaiado mais do que nunca e estou muito ansiosa de estar iniciando no Reino Unido porque lá a plateia, os fãs, a energia é selvagem e é essa energia selvagem que eu quero. Essa turnê está, basicamente, em outro nível. É bem diferente da última, mas ainda assim, tão colorida quanto e o palco é tão avançado, incrível, com um toque futurístico e um pouquinho mais moderno que a outra turnê. É tão divertido! Há muita comédia no show com alguns pedacinhos de humor.”

É claro que a vida na estrada – ainda mais se tratando de uma jornada mundial enorme – pode ser extremamente complicada, ainda mais para uma artista que ainda é relativamente jovem aos 29 anos. Entretanto, Katy deixa claro que tem uma grande família na turnê composta por uma equipe que tem estado com ela por anos, então ela se sente confortável onde quer que esteja. Katy também reforça que evita a temida ideia de que sua rotina gire em um ciclo de show-hotel-viagem, o que acabaria fazendo com que, no final das contas, ela mal soubesse em que país está. Ela diz:

“É tudo baseado nas pessoas que eu mantenho por perto e suas energias. Eu estou com grande parte da mesma equipe que trabalhou comigo na ‘California Dreams Tour’. Prezo pela lealdade, então se eu achar uma pessoa legal, a mantenho comigo pra sempre. Possuo um maravilhoso “circo” viajante onde gosto de construir boas memórias e tenho mantido essa turnê como um grupo de rock que tem filhos, famílias e até problemas no quadril. Uma vez assim traçado, posso me divertir pelo caminho e criar lembranças e, assim, quando eu for para uma cidade, poderei lembrar que já tive ótimas experiências lá. Desse modo também tenho mais a dizer no palco, pois penso que soa muito impessoal quando você sobe ao palco e a única coisa que tem a dizer é “Hello, Glasgow”. Gosto de saber qual é o bar mais legal, onde vendem os melhores peixes e salgadinhos, gosto de sair e descobrir esse tipo de coisa. Sou uma viciada por aventuras quando estou em turnê. Ela é cansativa, mas, no final das contas, nada mais é do que uma viagem de carro disfarçada. Eu definitivamente aproveito as cidades. Sempre trazemos bicicletas e andamos pelos arredores em busca dos melhores parques. No Reino Unido, por exemplo, há alguns lindos parques históricos e eu adoro cultura e história, então procuro esse tipo de coisa. Às vezes, quando saímos de bicicleta um dia antes ou até mesmo na manhã do show, nós levamos alguns ingressos e paramos pelo caminho distribuindo-os secretamente – Mas eu visto um chapéu e óculos de sol, então você não percebe que sou eu.”

Katy também já embarcou numa carreira de atuação variada, dando voz à Smurfette nos filmes dos ‘Smurfs’, mas, mesmo que tenha alguns planos nessa área, ela não pode se dar ao luxo de pensar em nada que não seja a turnê agora.

“Quanto atuar, tenho 100 datas nessa turnê e isso me ocupará até o verão de 2015. Além disso, não posso ficar planejando nada muito além porque preciso de um pouco de espontaneidade em minha vida. Mas eu sempre disse que gostaria de estar em um filme do Wes Anderson, são meus favoritos.”

Katy realmente nunca pareceu em perigo ao fazer a linha ‘festeira’ – Sim, ela é desinibida, mas não há nenhum vestígio de uma ‘’Lindsay Lohan’ em potencial. Ela fez a noite valer a pena no Brit Awards desse ano, sendo flagrada festejando com Ellie Goulding e Lorde depois do show.

“Acho que nos divertimos bastante. É meio incomum pra mim fazer o tipo “vou liberar geral”, mas de vez em quando você vai à essas premiações e encontra amigos e juntos têm a chance de se divertir, beber um pouco e fingir que você é um DJ, quando na verdade não é! Apenas garotas se divertindo.”

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