"> Entrevista traduzida de Katy para a revista Billboard US – Portal Katy Perry


Entrevista traduzida de Katy para a revista Billboard US



Katy Perry é capa da mais nova revista Billboard US. A cantora realizou um photoshoot exclusivo para a mesma e também deu uma entrevista, onde falou sobre seu novo álbum, namorado e seu futuro single, “Unconditionally”. Confira logo abaixo a entrevista traduzida pela equipe do PKP.

“Honestamente, estou apenas me disfarçando como uma popstar.” Vindo de Katy Perry – tal declaração parece um absurdo.

Mas hoje, Perry pisou fora da fumaça e globos de espelho. Sentada em um sofá em um estúdio de ensaio em Burbank, Califórnia – onde ela se prepara para uma apresentação ao vivo no festival de música iHeartRadio, em Las Vegas em apenas alguns dias – Perry carrega apenas uma semelhança passageira com a persona de algodão doce que ela trabalhou durante os últimos cinco anos. Com nenhuma maquiagem, com o cabelo puxado para trás, vestindo roupas esportivas da Adidas, um moletom de capuz e uma camiseta que dizia “Christian Death Metal”, Perry bebe um grande copo de chá verde gelado da Starbucks. Ela mais se assemelha a uma estudante de graduação em artes fazendo seu caminho para o ginásio do que com, bem, Katy Perry.

A razão para isso é simples: Para realizar as rotinas rigorosas do novo espetáculo que ela apresentou no iHeartRadio no dia 20 de setembro, Perry realizou um regime de treinamento intensivo.

“Estou gastando tanta energia neste momento”, Perry diz enquanto come o salgadinho Cheez-Its – mordidas as escondidas, porque comer Cheez-Its está fora dos treinos. “Durante oito dias seguidos, eu estive em condicionamento – apenas indo, indo, indo, além das minhas capacidades físicas e eu deveria comer algo a cada duas horas, mas me leva uma hora para pensar no que eu quero para comer, por isso, na hora do almoço, eu estou morrendo de fome. Estou com muita fome o tempo todo.”

Fome e determinação têm caracterizado a carreira de Perry até este ponto e, apesar de seus triunfos do passado, agora não é diferente. Com o sucesso de 2010 de “Teenage Dream” – onde ela se tornou a primeira mulher e segunda artista global depois de Michael Jackson a ter cinco músicas do mesmo álbum para o número 1 no Billboard Hot 100. As apostas por sua vez continuam subindo com seu novo álbum Prism.

“É um lugar confortável para se estar, mas eu não posso ficar muito confortável”, diz ela. “Caso contrário, eu vou perder a perspectiva.”

É uma abordagem compartilhada por Steve Barnett, que se tornou presidente / CEO da Capitol Music Group, em novembro de 2012, dois meses após a Universal Music Group (UMG) ter a aquisição do grupo EMI. Sua nomeação veio após sua experiência de sete anos na Columbia Records, que incluiu campanhas para Adele e Beyoncé, entre outros.

“No primeiro encontro que tive com Katy, descobrimos que compartilhamos a mesma filosofia de não tomar nada como garantido”, diz Barnett. “Na semana passada, a Universal fez história: Nós tínhamos 10 músicas no Hot 100, e Katy foi No. 1. Isso foi fantástico para a Universal e Lucian Graingr (presidente da Universal/CEO), que apoia a visão da Katy completamente, mas não importa quantos No. 1 você tem. Nenhum artista ou álbum é mais importante do que isso para a empresa, por isso tivemos que ter um grande plano global, com o maior alcance possível. Ponha isso em conjunto com o fato de que Katy fez um trabalho fantástico, e eu não poderia estar mais feliz.

O que o álbum seria, no entanto, provou ser o assunto de muita especulação nos meses que antecederam o anúncio do lançamento de “PRISM”. Em junho de 2013 em entrevista para L’Uomo Vogue, Perry afirmou que seu próximo álbum “seria um álbum muito mais sombrio do que o anterior. Era inevitável, depois do que eu passei.”. E em novembro de 2012, quando ela foi homenageada como Mulher do Ano da Billboard, ela brincou dizendo que sua “próxima aventura” com sua nova família UMG seria uma mudança de ritmo:

“Eu só tenho que deixar vocês saberem que o meu Saturno voltou, por isso vai ser feio.”

Essa experiência catártica para que Perry se refere é a dissolução de seu casamento tumultuado e curto com o comediante e ator Russell Brand. Perry relembra um encontro particularmente revelador: uma confusa programação que a fez atrasar para a entrevista com Barbara Walters.

“Eu não deveria ter feito a entrevista: Estava tocando no Madison Square Garden naquela noite, e eu sabia que o fim do meu casamento estava vindo e eu estava exausta e estressada”, diz Perry. “Eu tinha preparado a todos que eu estava atrasada, mas Barbara apareceu na hora ideal de qualquer maneira. Quando eu cheguei lá, eu pedi desculpas imediatamente, mas depois ela me disse: ‘Você sabe, eu só esperei por uma outra pessoa tanto tempo, e você sabe quem era essa pessoa? Judy Garland. Você sabe como ela acabou, né? ‘Eu pensei como, ‘Oh, tapa na cara’ Eu acho que é a coisa mais legal que Barbara Walters me disse. Eu simplesmente não poderia dizer a ela: ‘Ei, meu casamento está caindo aos pedaços. Dá um tempo.”

No entanto, o processo criativo por trás de “PRISM” transformou-o em um animal muito diferente do que até mesmo Perry tinha esperado.

“Eu estava realmente inspirada pelo vídeo de 6 minutos de Eckhart Tolle, onde ele fala sobre a perda”, diz ela, referindo-se a um vídeo do autor do best-seller “O Poder do Agora”. “Quando você perde alguma coisa, todos os seus fundamentos desmoronam, mas também deixa um grande buraco que está aberto para algo grande passar.”

De acordo com Perry, “PRISM” começou com um processo que ela chama de “cozimento lento.” Enquanto estava em turnê promovendo “Teenage Dream”, ela começou a ter pequenas ideias em um gravador em seu iPhone. Então Ngoc Hoang, um membro da equipe de Perry, transcreveu-os e colocou os resultados em um “baú do tesouro” que Perry se referiu em toda a criação do álbum.

“Eu ainda estava em um lugar escuro”, diz Perry. “Eu não tinha deixado a luz entrar.”

Quando as sessões para “PRISM” recomeçaram em março, no entanto, Perry já tinha passado por um período intensivo de auto-exame.

“Fiz uma viagem à África que realmente colocou minhas prioridades em perspectiva e comecei a fazer mais trabalho em mim mesmo”, diz ela.

Renovada, Perry se reuniu com sua equipe criativa de Teenage Dream, e passou um mês em Santa Barbara, na Califórnia, com o antigo produtor Lukasz “Dr. Luke” Gottwald, e seus parceiros de composições Bonnie McKee e Henry Waltert. De lá, ela foi para Estocolmo para trabalhar com Max Martin por algumas semanas para colocar “a cereja no topo do bolo”. Além desses colaboradores, Perry teve ajuda de Stargate, Benny Blanco, Juicy J, Jonatha Brooke, Sia, Christian “Bloodshy” Karlsson e Klas Åhlund dos Teddybears. (Katy é co-escritora em todas as faixas).

“Em maio, eu sentei com meus gerentes e disse: ‘Gente, eu acho que eu vou ter tudo pronto o suficiente para lançar o álbum no segundo semestre,” diz Perry. “Nós não estávamos realmente pensando que seria capaz de colocar qualquer coisa até fevereiro, mas você não quer sentar em algo que está prestes a explodir.”

Ao longo do caminho, hinos de sobrevivência como “Roar” e a balada tribal “Unconditionally” (próximo single do álbum) veio derramando. Definitivamente Katy tinha começado a deixar a luz entrar.

Ao invés da escuridão que Perry tinha imaginado, “PRISM”, revela a cantora/compositora com seu lado forte: Esta é a rainha pop de hoje fazendo o que ela faz de melhor, hinos, com refrões pegajosos, doces e um pontapé emocional inesperado.

“Eu não queria fazer Teenage Dream 2.0”, diz ela. “Teenage Dream era arte altamente conceitual, super-pop.” PRISM “é mais orgânica, au naturale, vulnerável e honesta, mas ainda tem a mesma quantidade de diversão.”

“PRISM” certamente tem sua parcela de momentos mais leves e potenciais esmagadores. “Birthday” é uma prova descaradamente exuberante.

“Eu queria fazer uma música que fosse parecida com o que Mariah Carey teria colocado em seu primeiro disco”, diz Perry. Faixas como “Walking on Air” atualização dos anos 90, enquanto “This Is How We Do” é completamente atual, que não estaria fora da trilha sonora de “Spring Breakers”. Perry chama de “a continuação de ‘Last Friday Night”, um dos No. 1s de “Teenage Dream”.

Mas nem tudo é festa em “PRISM”. Com referências de auto-ajuda e astrológicas, o álbum tem referências com uma grande abundância de faixas como “Spiritual” e “Legendary Lovers”, refletindo a sua recente imersão de Meditação Transcendental e terapia mente. Em outros lugares, Perry confronta incisivamente sua história recente turbulenta. A linha “Você mandou um texto / É como se o vento mudasse de ideia” e “Ghost” tem referências de como Russell Brand disse a notícia de que ele queria o divórcio. “By the Grace of God”, por sua vez, começa com Perry deitada no chão de um banheiro, lutando contra pensamentos suicidas.

“Essa música é evidente o quão difícil eu realmente estava em um certo ponto. Perguntei a mim mesma: ‘Eu quero resistir? Devo continuar a viver?”, Diz Perry. “Todas as canções são momentos da vida real. Só posso escrever autobiografia. Coloquei toda a evidência na música. Digo aos meus fãs, se eles querem saber a verdade sobre as coisas, é só ouvir as músicas.”

Não é preciso ser Sherlock Holmes para perceber das indas e vindas do romance de Perry com John Mayer. Isso ficou evidente a partir de “Who You Love”, o delicado dueto de Perry e Mayer que se encontra no mais recente álbum de Mayer, “Paradise Valley.” Em PRISM, enquanto isso, Mayer co-escreveu com Perry e Kurstin a música “Spiritual” e ele toca guitarra na música “It Takes Two”. Perry também afirma que Mayer, a ajudou com o título do álbum – uma referência ao seu amplo espectro de emoções.

E uma pista ainda menos sutil: Durante a sua entrevista para a Billboard, Perry, de repente percebe que o capuz que ela está usando é da turnê de Mayer.

“Eu não posso acreditar que estou vestindo camisa do meu namorado!” ela ri, um pouco envergonhada. “Ele literalmente é um gênio, como é evidente em suas composições. Eu sempre digo a ele: ‘Querido, você sabe que eu vou ter que dar a sua mente para a ciência depois que você morrer, porque nós vamos ter que entender como todas estas faíscas trabalham. Nós vamos estar na cama, e ele vai estar fazendo o jogo de palavras cruzadas. Toda noite, ele tenta terminá-lo em menos de 10 minutos. Quando ele coloca a sua mente em alguma coisa, ele realmente faz muito bem. Sempre peço a ajuda dele.”

Clique aqui para conferir a capa da revista e a foto do novo photoshoot.

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